Programa Terra Preta realiza reunião de alinhamento para o I Encontro Panamazônico de Cidadania Digital em Tefé – Amazonas

Na noite desta terça-feira, (31/03), os facilitadores e organizadores do Programa Terra Preta, realizaram uma reunião de alinhamento para a realização do I Encontro Panamazônico de Cidadania Digital em Tefé, no Médio Rio Solimões, Amazonas.

O encontro reuniu articuladores do Ecossistema Terra Preta, comunicadores e parceiros institucionais, com o objetivo de definir as bases organizativas e metodológicas do evento, previsto para ocorrer entre os dias 22 e 26 de abril, em Tefé.

Participaram da reunião Joel Kokama, Suellen Freire, Pedro Aquino, Guilherme Figueiredo, Augusto Jr., Tarcy da Silva Muratu, Mãe Suely, Nayara Fernanda e Nagi Sanches, além de outros colaboradores envolvidos na organização.

Durante a reunião, foram discutidos os eixos temáticos, a metodologia de participação, possíveis parcerias e estratégias de mobilização de redes amazônicas. Também foram identificadas iniciativas territoriais ligadas à comunicação comunitária, cultura digital e uso de tecnologias livres.

Como encaminhamento, foi apresentada a programação prévia do evento, que inclui mesas de debate, apresentações culturais, oficinas e atividades em território indígena. A agenda reúne representantes de diferentes regiões da Amazônia, incluindo Brasil, Colômbia e Peru.

O encontro integra um processo de articulação regional voltado ao fortalecimento da comunicação comunitária e da cidadania digital na Panamazônia, com foco na ampliação do acesso, na produção local de conteúdos e na autonomia tecnológica das comunidades.

Pesquisador da UEA apresenta dissertação sobre reinvenção da Rádio Xibé no contexto digital amazônico

A comunicação popular na Amazônia e seus processos de transformação no ambiente digital serão tema de destaque durante a X Jornada de Defesas de Dissertação do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH/UEA).

O mestrando Augusto Gomes Ferreira realizará, nesta terça-feira (25/03), às 14h, a defesa da dissertação intitulada “A rádio que espoca bodes: a reinvenção da Rádio Xibé como webrádio no Médio Solimões – AM”, pesquisa que investiga as dinâmicas contemporâneas da comunicação radiofônica a partir da realidade amazônica.

Desenvolvido no âmbito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o estudo analisa a trajetória da Rádio Xibé, criada em 2006 no município de Tefé, e sua reativação, em 2024, como uma webrádio vinculada ao Laboratório de Educomunicação Padre Edilberto Sena, no Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST/UEA).

A pesquisa evidencia como a experiência da rádio se consolida como uma prática de comunicação popular, educomunicação e tecnologia social, articulando formação de comunicadores, uso de softwares livres e fortalecimento de redes comunitárias e indígenas no Médio Solimões.

De acordo com o autor, a Rádio Xibé representa um território de escuta, participação e produção coletiva de narrativas, configurando-se como uma experiência que tensiona modelos tradicionais de mídia e afirma a Amazônia como espaço de produção de conhecimento, cultura e autonomia comunicacional.

A investigação adota uma abordagem etnográfica colaborativa e sonora, combinando observação participante, entrevistas e análise das práticas comunicacionais desenvolvidas pela emissora e seus colaboradores. O estudo também dialoga com conceitos como tecnopolítica, comunicação do comum e pedagogias da escuta no contexto amazônico.

A dissertação é orientada pelo professor doutor Guilherme Gitahy de Figueiredo e integra a linha de pesquisa voltada às etnografias de experiências de comunicação popular.

A defesa será realizada de forma online, com acesso disponibilizado por meio do Chamamento Público nº 006/2026 do PPGICH/UEA.

Serviço

Evento: X Jornada de Defesas de Dissertação – PPGICH/UEA

Mestrando: Augusto Gomes Ferreira

Título: A rádio que espoca bodes: a reinvenção da Rádio Xibé como webrádio no Médio Solimões – AM

Data: 25 de março de 2026

Horário: 14h

Acesso: Link disponível no Chamamento Público nº 006/2026 – PPGICH/UEA

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Primeira webrádio quilombola do Amazonas é criada em território do Médio Solimões

Rádio Voz Que Aquilomba nasce em comunidade de Alvarães (AM) e fortalece comunicação digital nos territórios amazônicos

O território quilombola São Francisco do Bauana, no município de Alvarães, no Médio Solimões, passou a integrar o mapa da comunicação digital amazônica com a criação da Rádio Voz Que Aquilomba, a primeira webrádio quilombola do estado do Amazonas. A iniciativa foi construída coletivamente durante a II Formação em Áudio Digital para Webrádios do Ecossistema Terra Preta, realizada nesta quarta-feira (18/03).

Além da rádio, também foram criados o site oficial e o canal de vídeo do território, consolidando um ecossistema digital voltado à produção, circulação e fortalecimento de narrativas quilombolas na Amazônia.

👉 Acesse a rádio: http://terrapreta.org.br/vozqueaquilomba
👉
Canal de vídeo:https://tv.terrapreta.org.br/c/aquilomba/videos

Iniciativa nasce de demanda do território

A criação da rádio surgiu a partir de uma demanda apresentada pela comunicadora quilombola Evely Pantoja, do coletivo Jovens Protagonistas do Quilombo Bauana, durante o primeiro encontro da formação, realizado em ambiente virtual, no dia 11 de março de 2026.

A proposta partiu da necessidade de fortalecer a comunicação interna da comunidade, ampliar a visibilidade do território e criar meios próprios de circulação de informações e conteúdos culturais.

Rádio foi criada ao vivo durante formação

A implementação da Rádio Voz Que Aquilomba ocorreu em tempo real durante a formação, facilitada pelo educomunicador Augusto Gomes Ferreira, que reuniu lideranças quilombolas, comunicadores, educadores e participantes de diferentes regiões da Amazônia.

Durante o encontro, foram estruturadas as principais ferramentas de comunicação digital:

  • criação da rádio online em servidor livre (AzuraCast/Icecast);
  • desenvolvimento do site institucional em WordPress;
  • criação de canal de vídeo em plataforma descentralizada (PeerTube);
  • realização de testes de transmissão ao vivo.

A atividade também demonstrou que a rádio pode operar de forma itinerante, permitindo transmissões diretamente do território, como assembleias, eventos e atividades comunitárias.
Soberania digital e comunicação comunitária

Durante a abertura, o professor Guilherme Gitahy destacou a importância de construir uma Amazônia digital com base nos territórios, utilizando tecnologias livres e reduzindo a dependência de plataformas corporativas.

A proposta do Ecossistema Terra Preta é garantir que comunidades tradicionais possam produzir e gerir seus próprios conteúdos, fortalecendo a autonomia comunicacional e a circulação de narrativas locais.

Comunicação como ferramenta de resistência

Para as lideranças do território, a rádio representa mais do que uma ferramenta tecnológica.

A representante quilombola Elizabeth (Beth) destacou que o uso da tecnologia deve contribuir para a valorização da cultura e da identidade da comunidade.

O nome da rádio, “Voz Que Aquilomba – Nossa Voz. Nossa Terra. Nossa Resistência”, faz referência ao conceito de aquilombamento, prática histórica de organização coletiva, resistência e fortalecimento dos povos quilombolas.

No território São Francisco do Bauana, esse processo está diretamente ligado à afirmação identitária e à valorização dos saberes tradicionais, com forte protagonismo das mulheres quilombolas.

Ecossistema Terra Preta amplia rede de comunicação na Amazônia

A iniciativa integra a Rede de Webrádios Terra Preta(Enderelo externo), que articula experiências de comunicação comunitária em diferentes territórios amazônicos.

A formação propõe uma abordagem prática e colaborativa, em que os participantes aprendem a criar e gerir rádios, sites e plataformas digitais a partir das demandas reais de suas comunidades.

Além da implementação técnica, foram definidos encaminhamentos para continuidade das atividades, incluindo:

  • criação de grupo de trabalho do território Bauana;
  • levantamento de demandas para novas formações;
  • organização de conteúdos e programação da rádio;
  • personalização dos ambientes digitais pela comunidade.

Marco para a comunicação quilombola no Amazonas

A criação da Rádio Voz Que Aquilomba inaugura um novo momento para a comunicação quilombola no Amazonas, ampliando a presença dos territórios tradicionais no ambiente digital. A iniciativa representa um passo na construção de uma comunicação autônoma, conectada em rede e enraizada no território.

Xibé na Cuia recebe Débora de Lima Santos para debate sobre literatura, memória e vozes femininas na Amazônia

Pesquisadora da UEA discute vozes femininas, educação e memória na Amazônia.

O podcast Xibé na Cuia, produzido pela Rádio Xibé, recebeu no 7º episódio a professora, pesquisadora e escritora Profª. Mª. Débora de Lima Santos, em uma conversa dedicada à literatura, memória, educação e protagonismo feminino na Amazônia.

O episódio foi ao ar ao vivo no dia 16 de outubro de 2025 e integra a campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática, apoiada pela Artigo 19, que fomenta iniciativas de comunicação popular, acesso à informação e fortalecimento da cidadania digital em territórios amazônicos e em outras regiões do Brasil.

Docente da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da rede estadual de educação, Débora de Lima Santos é mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Artes da UEA e possui uma trajetória marcada pelo diálogo entre literatura, história, educação e memória amazônica. Sua pesquisa acadêmica aborda as narrativas históricas de Alexandre Herculano, articulando reflexões críticas sobre identidade, território e vozes historicamente silenciadas.

Durante o episódio, Débora compartilhou sua vivência entre a sala de aula e a pesquisa acadêmica, destacando como o chão da escola pública inspira seus estudos e sua escrita. A conversa evidenciou a importância da educação como espaço de escuta, formação crítica e valorização das narrativas locais, especialmente das mulheres amazônidas.

Um dos eixos centrais do programa foi o trabalho desenvolvido pela professora em projetos premiados pelo Programa Ciência na Escola (FAPEAM/SEDUC), como “Vozes de Mulheres e Meninas”, “Imagem: Letras e Sons” e “Eu Sou um Escritor”, que promovem o protagonismo feminino, a produção cultural, a autonomia e o fortalecimento da identidade de meninas e mulheres em escolas e comunidades de Tefé. O projeto Vozes de Mulheres e Meninas, em especial, resultou na produção de um documentário e em ações de geração de renda e valorização da memória feminina.

Débora também falou sobre sua pesquisa mais recente, “Tecendo histórias não escritas de mulheres indígenas que residem no município de Tefé: promovendo educação intercultural”, que tem como base a escuta sensível, o diálogo intercultural e a construção coletiva do conhecimento junto às mulheres indígenas.

Outro ponto de destaque foi a reflexão sobre a escrita literária como instrumento de resistência, cura e autorreconhecimento, além do papel da leitura e da escrita na formação de jovens leitores e autores, especialmente em um contexto marcado pela rapidez das redes sociais e pela desinformação.

O episódio contou com identidade sonora amazônica, com trilhas de Raízes Caboclas e do Boi Garantido, reforçando o vínculo entre cultura popular, território e comunicação comunitária.

Conduzido por Augusto Júnior, o Xibé na Cuia é uma produção da Rádio Xibé que tem como missão amplificar vozes amazônicas, fortalecer a cidadania digital e promover diálogos interculturais a partir dos territórios.

🎧 O episódio pode ser ouvido no Spotify (Ouça aqui).

Fotos: Produção do Xibé na Cuia/Lab Educom Edilberto Sena.

Xibé na Cuia recebe Bianca Darski Silva para debate sobre ciência, arte e justiça climática na Amazônia

Bióloga do Instituto Mamirauá debate ciência, educação ambiental e justiça climática na Amazônia.

O podcast Xibé na Cuia, produzido pela Rádio Xibé, recebeu no 6º episódio a bióloga, pesquisadora e divulgadora científica Dra. Bianca Darski Silva, em uma conversa que atravessou ciência, educação ambiental, arte, juventudes e justiça climática na Amazônia.

O episódio foi ao ar ao vivo no dia 09 de outubro de 2025 e integra a campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática, apoiada pela Artigo 19, que fomenta iniciativas de comunicação popular, acesso à informação e fortalecimento da cidadania digital em territórios amazônicos e em outras regiões do Brasil.

Natural do Sul do Brasil, Bianca é doutora em Ecologia, com formação em Ciências Biológicas pela UFRGS, mestrado em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e trajetória consolidada na Amazônia, onde atua a partir de Tefé, no Médio Solimões. Atualmente, é coordenadora do Núcleo de Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação do Instituto Mamirauá e cofundadora da Rede Conexões Amazônicas.

Durante o episódio, Bianca compartilhou sua transição acadêmica e pessoal até a Amazônia, refletindo sobre os desafios e aprendizados de produzir ciência em diálogo direto com escolas, comunidades ribeirinhas e territórios tradicionais. A conversa destacou como sua experiência em áreas como ecologia de comunidades, ornitologia e estudos de planícies de inundação contribuiu para a construção de uma prática voltada à divulgação científica acessível, sensível e territorializada.

Um dos eixos centrais do programa foi o papel da popularização da ciência como ferramenta de transformação social, com destaque para projetos desenvolvidos no Instituto Mamirauá, como “Biodiversidade Amazônica na Escola”, “Conexões Educativas no Médio Solimões” e “Popularizando os Sapos da Amazônia”, além da coordenação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e da participação institucional na Reunião Anual da SBPC.

Bianca também abordou a importância da integração entre ciência e arte, a partir de experiências com Teatro do Oprimido e metodologias criativas, como almanaques ilustrados, álbuns de figurinhas e materiais educativos afetivos, que aproximam crianças, jovens e professores do fazer científico.

Outro ponto de destaque foi a discussão sobre ciência cidadã, juventudes e justiça climática, ressaltando o papel das novas gerações na produção de conhecimento, na defesa dos territórios amazônicos e no enfrentamento à desinformação. A pesquisadora enfatizou ainda a relevância das rádios comunitárias, podcasts e mídias livres como instrumentos estratégicos para democratizar o acesso à ciência e fortalecer a cidadania digital na Amazônia.

O episódio contou com identidade sonora amazônica, com trilhas de Geraldo Braga, Candinho e Inês, Nilson Chaves e Sebastião Tapajós, reforçando a atmosfera cultural e territorial do programa.

Conduzido por Augusto Júnior, o Xibé na Cuia é uma produção da Rádio Xibé que tem como missão amplificar vozes amazônicas, promover o diálogo intercultural e fortalecer práticas de comunicação comunitária e cidadania digital a partir dos territórios.

🎧 O episódio pode ser ouvido no Spotify (Ouça aqui).

Fotos: Produção do Xibé na Cuia/Lab Educom Edilberto Sena.

Xibé na Cuia recebe professor Guilherme Freire para debate sobre biodiversidade, educação ambiental e cidadania digital na Amazônia

Pesquisador da UEA analisa biodiversidade e cidadania digital a partir da Amazônia.

O podcast Xibé na Cuia, produzido pela Rádio Xibé, recebeu no 5º episódio o professor Dr. Guilherme de Queiroz Freire, docente efetivo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST), para uma conversa aprofundada sobre botânica, biodiversidade amazônica, arqueologia, educação ambiental e cidadania digital.

O episódio foi ao ar ao vivo no dia 06 de setembro de 2025 e integra a campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática, apoiada pela Artigo 19, que fomenta iniciativas de comunicação popular, acesso à informação e fortalecimento da cidadania digital em territórios amazônicos e em outras regiões do Brasil.

Doutor em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Freire possui uma trajetória acadêmica marcada pela articulação entre botânica, ecologia histórica e arqueologia amazônica, com pesquisas que aproximam ciência, história ambiental e modos de vida das populações locais. Durante o episódio, o professor compartilhou sua experiência de transição da formação acadêmica no Sudeste para a atuação no interior do Amazonas, destacando os desafios e aprendizados de construir ciência a partir da Amazônia.

A conversa abordou ainda a integração entre ensino, pesquisa e extensão, com destaque para os projetos desenvolvidos no âmbito do CEST/UEA e as parcerias com instituições como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que fortalecem o diálogo entre universidade, comunidades ribeirinhas e território. Iniciativas como ações de educação ambiental e projetos de logística reversa de pilhas e baterias em Tefé foram citadas como exemplos concretos de ciência aplicada à formação cidadã e à preservação ambiental.

Outro eixo central do episódio foi a reflexão sobre o papel da biodiversidade amazônica na justiça climática, ressaltando a importância da produção científica comprometida com o território e com os desafios globais da crise climática. Guilherme Freire destacou também o protagonismo das juventudes amazônicas na pesquisa, na defesa da floresta e na construção de novos caminhos que integrem ciência, comunicação e cidadania digital.

O episódio contou com identidade sonora amazônica, reunindo trilhas e intervenções musicais de artistas como Oséias (guitarra amazônica), Iranir (RDS Mamirauá) e Boi-Bumbá Corajoso – Caboré e o Lago dos Espelhos, reforçando a proposta estética e territorial do programa.

Conduzido por Augusto Júnior, o Xibé na Cuia é uma produção da Rádio Xibé que tem como objetivo amplificar vozes amazônicas, promover o diálogo intercultural e fortalecer práticas de comunicação comunitária e cidadania digital a partir dos territórios.

🎧 O episódio pode ser ouvido no Spotify (Ouça aqui).

Fotos: Produção do Xibé na Cuia/Lab Educom Edilberto Sena.

Joel Matias compartilha trajetória ribeirinha, educomunicação e justiça climática no podcast Xibé na Cuia

Educador ribeirinho analisa comunicação comunitária e justiça climática na Amazônia.

O Xibé na Cuia, podcast produzido pela Rádio Xibé, recebeu no Episódio 4 o educador, comunicador popular e pesquisador Joel Matias, em uma conversa profunda sobre comunicação ribeirinha, educomunicação, juventudes e justiça climática na Amazônia.

Gravado na Rádio Xibé, dentro do Lab Educom, às margens do Lago Tefé, no dia 25/09/2025, o episódio integra a campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática, apoiada pela Artigo 19, que fomenta iniciativas de comunicação popular e cidadania digital em territórios amazônicos.

Ribeirinho da comunidade Feliciana, no Lago do Caiambé – Tefé – Amazonas, Joel Matias é mestre em Ciências Humanas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e criador do Projeto REC – Rádio Escolar Comunitária, uma experiência educomunicativa que articula escola, território e comunicação comunitária.

Durante o episódio, Joel compartilhou sua trajetória desde os roçados ribeirinhos, passando pela vivência no Exército, até a sala de aula, destacando como essas experiências moldaram sua compreensão crítica sobre os modos de comunicar na Amazônia. A conversa abordou ainda as diferenças entre o que ele define como uma “comunicação do colonizador” e uma “comunicação ribeirinha”, construída a partir da escuta, da coletividade e do território.

O Projeto REC foi apresentado como um exemplo concreto de resistência cultural e inovação social, tendo se desdobrado em rádio comunitária, jornal, cineclube e produção audiovisual, com protagonismo de jovens e moradores da comunidade Feliciana. Segundo Joel, essas práticas fortalecem a autonomia ribeirinha e ampliam as possibilidades de participação social e política.

Outro eixo central do episódio foi o papel da educomunicação na promoção da justiça climática, especialmente ao reconhecer as juventudes ribeirinhas como produtoras legítimas de narrativas sobre clima, território e modos de vida amazônicos. Joel também deixou caminhos práticos para escolas e coletivos interessados em iniciar experiências de cidadania digital e comunicação comunitária.

O episódio foi conduzido por Augusto Júnior, comunicador da Rádio Xibé, e contou com trilha sonora de raízes caboclas, com artistas como Mestre Solano, Iranir (RDS Mamirauá) e Celso Mendes, reforçando a identidade sonora amazônica do programa.

A primeira temporada do Xibé na Cuia ia ao ar todas as quintas-feiras, às 18h, com transmissão ao vivo pelo site terrapreta.org.br/radioxibe, ampliando vozes, saberes e experiências da Amazônia profunda. O episódio com Joel pode ser ouvido no Spotify (ouça aqui).

Fotos: Adriana Ferreira/Lab Educom Edilberto Sena.

Embarque no Ecossistema de Webrádios da Terra Preta Digital


Coletivos da Amazônia se reúnem para fortalecer a rede de comunicação comunitária e dar início à criação da Webrádio do Portal Cajarajaí, em Fonte Boa (AM)

Na noite de segunda-feira, 10/11/2025, os coletivos de rádios comunitárias e rádios livres da Amazônia, integrantes do Programa Terra Preta Digital, realizaram uma reunião virtual na plataforma jitsi, usando a Plantaformas.org para documentação. O encontro teve como objetivo apresentar os coletivos que compõem a rede de webrádios e conhecer novas iniciativas interessadas em integrar esse ecossistema colaborativo de comunicação comunitária.

Durante a reunião, Ilison Lisboa, integrante do Portal Cajarajaí (https://terrapreta.org.br/portalcajarai), do município de Fonte Boa (AM), compartilhou o interesse de seu coletivo em criar uma Webrádio comunitária. O portal teve origem durante o 1º Encontro de Cidadania Digital, realizado entre os dias 19 e 21 de junho de 2025, em Fonte Boa, e desde então tem se destacado como uma importante experiência local de comunicação popular.

Participaram do encontro representantes de diferentes emissoras e iniciativas da rede:

Augusto Jr. – Rádio Xibé (Tefé/AM)

Guilherme Gitahy – Coordenador Geral do Programa Terra Preta Digital (Tefé/AM)

Joel Matias Kokama – Rádio Curubé (Tefé/AM)

Ivanaldo Sales – Educomunicador – (Fonte Boa/AM)

Bruno, Juan e Hiago Fernandes – Rádio Awauni (Uarini/AM)

Genilson – Rádio Cabocla (Parintins/AM)

Jader Gama – Nômade Tecnologias (Belém/PA)

Ilison Lisboa – Portal Cajarajaí (Fonte Boa/AM)

Os participantes celebraram o interesse do coletivo de Fonte Boa em integrar o ecossistema, reconhecendo que novas rádios fortalecem a democratização da comunicação e a soberania informacional em diferentes territórios amazônicos.

Ficou encaminhado que Ilison Lisboa apresentará a proposta ao seu grupo local e, em seguida, retornará com o nome oficial da futura Webrádio, para que o coletivo possa auxiliar na criação, documentação e integração técnica da emissora ao ecossistema do Programa Terra Preta Digital, com base nas plataformas livres e protocolos colaborativos da rede.

A reunião foi encerrada às 20h50 (horário de Manaus), com o sentimento coletivo de que novas vozes estão se somando à Terra Preta Digital, ampliando os horizontes da comunicação popular nas Amazônias.

Sobre o Programa Terra Preta Digital

O Terra Preta Digital é um programa de fortalecimento da cidadania digital e da soberania informacional nas Amazônias, que nasce do encontro entre saberes tradicionais, tecnologias livres e práticas de comunicação comunitária.

Inspirado na fertilidade dos solos de terra preta da Amazônia, fruto de milênios de práticas colaborativas e de cuidado com o território, o programa propõe cultivar uma “terra preta digital”, um ecossistema de redes, plataformas e saberes que fortalecem a autonomia dos povos amazônicos no ambiente digital.

A iniciativa valoriza o trabalho de comunicadores, educomunicadores, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e coletivos urbanos das periferias, promovendo oficinas, formações, encontros presenciais e remotos, além da implantação de rádios digitais e plataformas livres.

O Terra Preta Digital está integrado à Plantaformas.org, espaço colaborativo que visibiliza, conecta e fortalece experiências amazônicas de comunicação comunitária, fomentando uma cidadania digital enraizada, inclusiva e soberana.

Terra Preta Digital – Rede de Webrádios da Amazônia
Acesse: https://terrapreta.org.br
Plataforma colaborativa: Plantaformas.org

Juventude assume protagonismo com Lab Educom Edilberto Sena e Projeto REC no Encontro PJ em Tefé-AM

No último sábado, 30/08, jovens da Pastoral da Juventude da Paróquia de Santo Antônio, em Tefé-AM, se reuniram no Centro Cultural de Santo Antônio para o Encontro da Juventude PJ – JUSAT, que trouxe como temática central “Protagonismo Juvenil na Era Digital”.

O evento contou com o Painel 01: Conectados pela Mudança – Tecnologia e Mídias Sociais como Ferramentas de Transformação Social, conduzido por Augusto Gomes Ferreira, da Rádio Xibé do Laboratório de Educomunicação Padre Edilberto Sena (Lab Educom), do Centro de Estudos Superiores de Tefé da Universidade do Estado do Amazonas (CEST/UEA) e Joel Matias, mestre em ciências humanas pela UEA e pesquisador do Projeto REC.

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Encontro de Acolhimento virtual para Breves (PA)

No dia 24 de julho, das 19h às 21h, vamos nos encontrar virtualmente para mais um momento de diálogo, escuta e construção coletiva dentro do Programa Terra Preta Digital

📣 Participe do Pré-Encontro Virtual de Breves!

No dia 24 de julho, das 19h às 21h, vamos nos encontrar virtualmente para mais um momento de diálogo, escuta e construção coletiva dentro do Programa Terra Preta Digital.

Este Pré-Encontro é um espaço de acolhimento e mobilização, pensado para reunir moradores, lideranças comunitárias, educadores, jovens, coletivos e todas as pessoas interessadas em fortalecer a Cultura Digital e a cidadania nos territórios amazônicos.

Continue lendo “Encontro de Acolhimento virtual para Breves (PA)”